A ansiedade é um mecanismo de defesa natural do nosso organismo. É uma forma de nos alertar em situações perigosas. No entanto, quando essa defesa se torna exagerada, pode passar a ser percebida como um ataque à nossa integridade física e psíquica.

Veja bem, ficar nervoso para uma entrevista de emprego, se sentir ansioso para uma viagem aguardada é perfeitamente normal. Porém, suar excessivamente, ter taquicardia e falta de ar frequentemente pode indicar ansiedade patológica.

Além dos sintomas já citados, o indivíduo também pode sentir tontura, tremores, gagueira, insônia, desmaios, náuseas, falta de concentração, irritabilidade e preocupação excessiva. E atenção para um alerta, conforme a gravidade da ansiedade, outros transtornos psicológicos podem surgir, como a depressão.

Ansiedade não é tudo igual!

O distúrbio é classificado em diferentes tipos. Os mais comuns são:

TOC: o Transtorno Obsessivo Compulsivo é caracterizado por ações repetidas, práticas compulsivas e ideias que deixam o paciente obcecado. Sendo assim, o TOC afeta diretamente a vida da pessoa, prejudicando interações sociais e fomentando pensamentos intrusivos distorcidos da realidade.

TAG: o Transtorno de Ansiedade Generalizada é quando o indivíduo não relaxa pois está extremamente preocupado com tudo ao seu redor – trabalho, relacionamentos interpessoais, saúde de si e dos conhecidos, entre outros. Nesse caso, um simples gatilho pode desencadear enxaquecas, úlceras estomacais, tensão muscular e mal-estar físico e mental.

Fobia social: esse transtorno é definido pelo medo intenso e desproporcional a coisas comuns ou que não existem. Por exemplo, estar em grandes multidões e sentir que algo ruim pode acontecer a qualquer momento.

Síndrome do Pânico: com essa síndrome, o indivíduo sente sintomas muito intensos como sudorese e pensamentos desesperados. Os sinais que indicam uma crise assim são falta de ar, taquicardia, tonturas, sensação de morte e muita dor de cabeça.

Estresse pós-traumático: nesse tipo, a ansiedade é causada por lembranças e traumas do passado. O indivíduo que sofre com esse transtorno revive o evento traumático frequentemente e sente a dor como se acontecesse tudo novamente.

Respira!

O diagnóstico do transtorno de ansiedade é feito por um psiquiatra. O tratamento pode incluir psicoterapia, medicamentos controlados ou uma combinação de recursos.

Existe também a possibilidade de outras alternativas, como a hipnoterapia. No tratamento utilizando hipnose, é trabalhado no paciente os gatilhos da ansiedade e como aprender a enfrentá-los no cotidiano. A hipnoterapia também contribui para o autoconhecimento, dessa forma, o indivíduo consegue se entender melhor e entende o por que sente tais sintomas.

Ademais, você pode inserir alguns hábitos no dia a dia para prevenir ou amenizar a ansiedade, como evitar o uso de drogas e álcool, praticar atividades físicas e ter uma dieta saudável. Desenvolva também um hobby, como jardinagem, pintura ou escrita. Por fim, viva o presente, o passado já passou e o futuro ainda não chegou.

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