Ao trabalhar sob intensa pressão e em ambientes altamente estressantes, o indivíduo está sujeito a desenvolver a Síndrome de Burnout. Essa síndrome se caracteriza como esgotamento profissional e emocional, sendo o trabalho um dos principais agentes causadores do adoecimento. É um distúrbio comum nas áreas de medicina, enfermagem, jornalismo, polícia, funcionários escolares, mas qualquer profissional pode desenvolvê-lo.

Entretanto, é importante destacar que o distúrbio também pode estar ligado às atividades universitárias e até serviços domésticos. Para entender melhor, a síndrome é o resultado de uma relação negativa que a pessoa desenvolve com uma atividade obrigatória. Essa atividade começa a causar muito estresse, desmotivação e esgota mentalmente o indivíduo.

            O que causa o esgotamento mental?

A sobrecarga no trabalho e acúmulo de funções são as principais causas. O indivíduo se esforça muito no dia a dia, e depois não há nenhuma atividade compensatória ou tempo para descanso. Precisamos lembrar que não somos máquinas, então negligenciar o descanso e lazer é danoso para a nossa saúde.

Os Sintomas do Burnout incluem: insônia, irritabilidade, abuso de substâncias, agressividade, baixa autoestima, sentimento de desesperança e angústia, lapsos de memória, apatia, dor de cabeça, baixa imunidade, alterações no humor, e em casos mais graves, contribuir para o quadro de depressão.

Devido a esses sintomas, muitas vezes, a Síndrome de Burnout é confundida com outros transtornos psicológicos ou interpretada como uma “fase”. No entanto, a “fase” pode chegar a te aposentar por invalidez (em casos críticos). Desde 1999, no Brasil, a Síndrome de Burnout é reconhecida pela Previdência Social como uma doença relacionada ao trabalho.

Dessa forma, sentir cansaço constante e longo, aquele que não passa, deve ser levado a sério. O diagnóstico é feito pelo psiquiatra e pelo psicólogo. O tratamento pode envolver mudanças de hábitos, medicamentos, terapia e a hipnoterapia.

Você pode incorporar novos hábitos à sua rotina. Priorize dar conta da sua função. A ideia é evitar que assuma mais e mais afazeres, ou seja, funções excessivas que não são suas, mas para ajudar a dar conta das urgências, você simplesmente assume. Isso é um alerta para indivíduos que são muito empáticos, a empresa funciona como um coletivo, não é justo todas as demandas extras ficarem para apenas uma pessoa.

Outro passo é organizar sua rotina de trabalho. Estabeleça atividades e prazos reais para o desenvolvimento. Faça uma ordem de prioridade. Também insira momentos de descontração entre suas atividades obrigatórias, como alongar o corpo, ouvir música (se possível), levantar da mesa ocasionalmente para esticar as pernas. Assim, adapte atividades compensatórias durante o dia a dia no seu ambiente de trabalho.

Faça hipnoterapia. Essa técnica emocional oferece ao paciente a oportunidade de reconhecer suas potencialidades e pontos a desenvolver, ajuda ainda a delimitar limites e novas formas de enfrentamento a realidade. Nem tudo está no nosso controle, porém podemos adaptar pequenos detalhes para melhorar a nossa qualidade de vida.

Por último, mas não menos importante, pratique alguma atividade física que goste. Movimentar o corpo é ótimo para descarregar o estresse do cotidiano e liberar serotonina, também conhecida como hormônio da felicidade.

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