Sudorese, tremores e sensação de falta de ar. Esses são alguns dos sintomas que caracterizam a síndrome do pânico, essa que afeta, de acordo com o site do Senado, entre quatro e seis milhões de brasileiros.

Trazendo números internacionais, estima-se que 3,5% da população estadunidense sofre desse distúrbio. Dentre esse número, se fizermos um recorte de gênero, veremos que 71% dos que sofrem desse transtorno são mulheres.

Entretanto, é válido ressaltar que todos, independentemente do gênero, podem passar por essa síndrome. Mas o que de fato desenvolve esse estado de pânico constante? Quais os demais sintomas? Hoje falaremos um pouco sobre a síndrome do pânico e como proceder durante o diagnóstico.

 

O QUE É A SÍNDROME DO PÂNICO?

Também conhecida como Ansiedade Paroxística Episódica, a síndrome ou transtorno do pânico é considerada uma doença, que pode se manifestar sem uma causa estabelecida. Desse modo, sua sintomatologia pode surgir de forma repentina e inesperada.

Um dos principais sintomas associado à síndrome é, sem dúvidas, a crise de ansiedade aguda, caracterizada por uma grande sensação de medo e desespero, que não se manifesta apenas por fatores psicológicos, como também por fatores físicos. Essa sensação de pânico pode ter duração máxima de dez a trinta minutos, em média, mas o reflexo dela no organismo varia de pessoa para pessoa, podendo ecoar com sensações de desconforto o dia todo, sejam psicológicas ou físicas.

 

QUEM PODE TER A SÍNDROME DO PÂNICO?

Assim como as demais síndromes do sistema nervoso, a síndrome do pânico não escolhe o seu “hospedeiro final”. Por isso, pessoas de qualquer gênero podem desenvolver o transtorno, embora foi percebido, através de pesquisas, que a síndrome pode atacar mais mulheres.

Ainda de acordo com a pesquisa, o motivo para a síndrome do pânico se manifestar em maior frequência em mulheres se deve à flutuação hormonal.

Também é interessante notar que não se tem idade exata para manifestar os sintomas. Por isso, é de suma importância ficar atento a qualquer manifestação de estresse e ansiedade.

Porém, não é só a síndrome do pânico que assusta, mas também as síndromes que podem se desenvolver associadas à primeira. Um transtorno muito frequente em quem desenvolve o transtorno do pânico é a agorafobia, que consiste em um estado de extrema ansiedade ao temer espaços abertos com muitas pessoas.

A agorafobia pode se desenvolver nesses casos devido à incerteza de uma nova crise de ansiedade causada pela síndrome do pânico.

 

SINTOMAS

Além da já citada sudorese, a síndrome do pânico é também reconhecida por outros sintomas, já que somente a sudorese e a ansiedade aguda não indicam a síndrome. Desse modo, fique atento a esses outros sintomas:

  • Medo de morrer
  • Medo de perder o controle
  • Medo de enlouquecer
  • Despersonalização (impressão de estar vivendo um sonho)
  • Desrealização (uma espécie de dissociação da visão do mundo real e de si próprio)
  • Desconforto no peito, que pode ser facilmente autodiagnosticado como sintoma de outro acontecimento, como infarto e problemas relacionados ao coração
  • Palpitação
  • Taquicardia
  • Sensação de falta de ar
  • Sufocamento
  • Sudorese
  • Náusea
  • Desconforto abdominal
  • Tontura
  • Ondas de calor e calafrios
  • Adormecimento
  • Tremores

Com esse checklist dos sintomas fica fácil identificar alguém que esteja passando por uma crise da síndrome do pânico, que não acontece o tempo todo, mas sim, por meio de episódios isolados ou devido algum gatilho emocional.

 

O QUE DESENCADEIA O TRANSTORNO DE PÂNICO?

Até então, nenhuma pesquisa foi conclusiva, podendo identificar o real motivo do transtorno do pânico se desenvolver em algumas pessoas e em outras não. Entretanto, foi possível identificar alguns padrões.

Por exemplo, quem passa por algum gatilho emocional, como assalto, pode desenvolver um estresse pós-traumático, e como consequência, desenvolver a síndrome do pânico.

Outro fator que pode contribuir para o desenvolvimento dessa doença é a carga genética. Além disso, fatores ambientais, estresse acentuado e contínuo, uso abusivo de determinados medicamentos associados às drogas e álcool podem também contribuir para o desenvolvimento do transtorno.

 

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO?

Para diagnosticar a síndrome do pânico é necessário se basear nos critérios do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. Entretanto, para se enquadrar nesse diagnóstico, é preciso apresentar um histórico de crises, que além de proporcionar os sintomas, também provoca modificações no comportamento, alterando significativamente o modo de vida do paciente.

Entretanto, é de suma importância avalição médica específica e realizar acompanhamento psicológico. Isso reduz a chance de desenvolvimento de algumas síndromes associadas ao estresse e ansiedade.

Além disso, esse acompanhamento na medicina preventiva ajuda a tratar qualquer anomalia na saúde de forma rápida e precoce.

 

TRATAMENTO

Assim, como as demais síndromes do sistema nervoso, a síndrome do pânico pode ser tratada com medicamentos, antidepressivos tricíclicos ou de nova geração, e terão duração de tratamento enquanto houver orientação médica.

Além disso, a terapia com enfoque cognitivo-comportamental é essencial para o tratamento do transtorno. Isso porque as crises de pânico desencadeiam mudanças comportamentais. É necessário quebrar os padrões mentais de possíveis situações que possam desenvolver pânico.

A HIPNOTERAPIA é uma ferramenta que vem se mostrando cada vez mais assertiva e eficaz no tratamento da síndrome de pânico. Pois, atua diretamente na origem de muitos de nossos esquemas disfuncionais e padrões nocivos arraigados e construídos ao longo da vida. Ela estimula o equilíbrio das emoções, uma vez que busca neuro ressignificar marcas e feridas antigas. Ou seja, a soma das estratégias emocionais visa propor novos recursos para que o indivíduo, sempre, possa desenvolver melhora na sua qualidade de vida.

 

CONCLUSÃO

Bem como outras síndromes do sistema nervoso, a síndrome do pânico, ou transtorno do pânico¸ consiste em episódios de extremo medo e pavor, que é demonstrado por meio de uma ansiedade aguda, sudorese, taquicardia dentre outros sintomas relativos à síndrome

Essa síndrome se apresenta de forma periódica, porém não se sabe a sua causa. Mas de modo geral, ela pode ser desencadeada devido fatores de estresse, ambientais, dentre outros, que envolve tanto o contexto genético quanto o externo ao corpo.

É de suma importância estar atento aos sinais e realizar acompanhamento regularmente, de modo a evitar doenças e tratá-las a partir do mínimo sinal.

Quem é diagnosticado com a síndrome, ou seja, possui recorrentes crises, faz tratamento medicamentoso e acompanhamento psicológico. Essa combinação surte efeito nesse caso, e reduz consideravelmente as chances de novas crises.

Caso você se depare com pessoas que tenham crises, fique calmo e não toque na pessoa, mas ofereça ajuda. De forma tranquila diga-lhe que estará ao lado dela caso necessite de algo. Provavelmente ela se encontrará desorientada. Sendo assim, apenas ampare para segurança dela e se possível, direcione para acolhimento médico.

São primordiais o diagnóstico precoce e o tratamento, bem como o conhecimento da doença. Conhecer a síndrome do pânico, bem com outras síndromes do sistema nervoso, é fundamental para a quebra de paradigmas relacionadas às doenças mentais.

 

 

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